15 dezembro 2015

animal

"De Aquiles o calcanhar que não se esconde,
Exposto e atraente
E na mente como saliva o animal.
Leão faminto, quase morto diante da presa, seu mal,
Entende? É ardilosa a mente.
Agora sente-se na minha frente,
Vamos conversar sobre aquilo que eu não quero entender,
Até a sede passar,
Até a noite cair,
Até o cheiro do seu sangue me consumir.
Depois de quebrar seus ossos,
Comerei os restos do que um dia já foi muito.
Sei que tem fome,
Escuto seu estômago toda madrugada enquanto fingi dormir,
Sei porque está dentro de mim
Vamos cavar nossas covas,
Ficar aqui,
Enquanto não estamos satisfeitos."

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